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sábado, 29 de outubro de 2016

Razões do coração !!!



"...Quem um dia irá dizer que existe razão

Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?..."

"...
Há um alguém na multidão

Que vai lhe adorar com devoção. 
Há um alguém na solidão
Que vai lhe entregar com amor 
O seu coração. .."

Estava ouvindo "Eduardo e Mônica" ,do Renato Russo, e fiquei pensando como o amor chega sem esperar e não exige condições...

Me lembrei de outro sucesso antigo, do tempo da Jovem Guarda, "Alguém na Multidão", do Rossini Pinto, sucesso dos Golden Boys...

Quem é mais velho como eu se lembra do sucesso que foi... hehehehehe

O amor aparece quando a gente menos espera... é ou não é....

Aqui as duas músicas para vocês curtirem....

A mais antiga....




ALGUÉM NA MULTIDÃO
(Rossini Pinto)
Golden Boys

Se você perdeu um amor como eu,
Alguém que você nunca jamais entendeu,
Pra que lamentar o que aconteceu,
Há um outro alguém esperando você.

Há um alguém na multidão
Que vai lhe adorar com devoção. 
Há um alguém na solidão
Que vai lhe entregar com amor 
O seu coração. 

Se a vida tem sido má pra você, 
Se o destino ingrato lhe faz padecer,
Não chores nunca mais!
Você vai ser feliz!
Ouça com atenção estes versos que eu fiz: 

Há um alguém na multidão
Que vai lhe adorar com devoção. 
Há um alguém na solidão
Que vai lhe entregar com amor 
O seu coração.

************************************

Agora a do Legião Urbana....

Nada mais diferente do que o jeito de cada um... os gostos e/ou manias dele e dela "nunca poderiam dar certo"

Pois é....


Eduardo E Mônica

Compositor: Renato Russo


Quem um dia irá dizer que existe razão

Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade
Como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
- Eu não estou legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
- É quase duas, eu vou me ferrar

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro e artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Em que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz

Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação

E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?

domingo, 16 de outubro de 2016

Surpresa agradável !!!!

"Homi-rapaz"... (quase)não vejo tv, Globo principalmente, e, portanto, só fiquei sabendo que havia uma novela chamada "Velho Chico" por causa da mídia e por causa da morte recente do ator...Então, tive a curiosidade de procurar a trilha sonora da novela... uma coisa que já havia desistido de procurar em relação a outras novelas já que o nível caiu muito... pra mim, claro... As trilhas sonoras das novelas da Globo já foram maravilhosas, tenho quase tudo (das antigas) gravadas aqui... Muita coisa boa...mas últimamamente.... "armaria mainha"... a coisa ficou feia... Então, pelo nome da novela, pelo local onde foi/está sendo feita caberia, pra mim, músicas melhores... Fui ver.... TEM ATÉ O MESTRE XANGAI CANTANDO ELOMAR .... "Incelença do amor retirante"...
Tem Alceu Valença, cantando aquelo do Geraldinho Azevedo .... "Moça Bonita"... Tem Geraldinho Azevedo.... Tem Geraldo Vandré.... E muitas outras coisas boas.... só que as rádios daqui não tocam... hehehehehehe Somente as trilhas sonoras que o povo gosta são divulgadas.... Pois é....

terça-feira, 30 de junho de 2015

Mais um pitaco sobre o assunto do momento.....


A polêmica sobre a morte prematura de Cristiano Araújo... o debate "conheço-não conheço"... se merece mídia ou não... se era bom cantor ou não... o que é brega, o que é cult, o que é "de qualidade"... e a discussão sobre o abismo cultural brasileiro onde, mesmo em uma época de informação em tempo real, um grande número de pessoas parece desconhecer o que se passa fora de sua região... por desinteresse... por considerar sem importância uma coisa fora de seu contexto... me fez lembrar de uma música do início dos anos 80, chamada "Notícias do Brasil (Os pássaros trazem)" de Fernando Brant e Milton Nascimento.
Fernando Brant, um dos fundadores do Clube da Esquina, coincidentemente, se foi há pouco... As notícias sobre seu passamento foram rápidas... eu, particularmente, acho sua obra muito superior à do sertanejo... mas é apenas uma opinião.
Prestem atenção na letra que tem uma frase, dita em 1980/81, que define muito bem este desinteresse do "sul maravilha" - denominação criada pelo também mineiro e saudoso Henfil - pelo que se passa/se curte no "resto" do País....
"Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil...não vai fazer desse lugar um bom país!"




NOTICIAS DO BRASIL (OS PÁSSAROS TRAZEM)
Fernando Brant/Milton Nascimento


Uma notícia está chegando lá do Maranhão 
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão 
Veio no vento que soprava lá no litoral 
De Fortaleza, de Recife e de Natal 
A boa nova foi ouvida em Belém, Manaus, 
João Pessoa, Teresina e Aracaju 
E lá do norte foi descendo pro Brasil central 
Chegou em Minas, já bateu bem lá no sul 

Aqui vive um povo que merece mais respeito 
Sabe, belo é o povo como é belo todo amor 
Aqui vive um povo que é mar e que é rio 
E seu destino é um dia se juntar 
O canto mais belo será sempre mais sincero 
Sabe, tudo quanto é belo será sempre de espantar 
Aqui vive um povo que cultiva a qualidade 
Ser mais sábio que quem o quer governar 

A novidade é que o Brasil não é só litoral 
É muito mais, é muito mais que qualquer zona sul 
Tem gente boa espalhada por esse Brasil 
Que vai fazer desse lugar um bom país 
Uma notícia está chegando lá do interior 
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão 
Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil 
Não vai fazer desse lugar um bom país 

**************

Aí está esta obra prima da MPB... 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Música de 2005....tem 10 anos.... mas continua atual... ou não ???




O autor falando sobre a música... porque escreveu....
"...Pois é, infelizmente a música foi criada exatamente em cima do calor da emoção ante um tipo de fato que a gente está vendo acontecer neste instante, a questão da maioridade penal, a questão da pena de morte, decorrentes da passionalidade que se produz em algumas situações.
Claro que respeito outras opiniões, mas, nesse debate, ninguém fala do social, das carências que produzem esse estado de coisas. Só se fala em prender ou matar. E, nesse contexto, é óbvio que quem sai mais prejudicado são os menos privilegiados.
Então, fiz a música nesse momento, dado esse contexto, de nós voltados exclusivamente para nós mesmos, para a nossa segurança, para a educação dos nossos filhos, mas pouco preocupados com aqueles que não têm as mesmas possibilidades que eles
Essas pessoas que buscam esse tipo de “solução” para a violência ao mesmo tempo não aceitam a reação natural, sociológica, dessas pessoas que, dada a situação social em que estão, reagem de alguma forma por estarem fora do contexto social dos incluídos ao consumo e a outras regalias dos mais favorecidos...."

Leiam, se desejarem, a entrevista inteira neste blog aqui ...

sábado, 11 de maio de 2013

Feliz Dia das Mães II




MULHER VALENTE É MINHA MÃE
(João Nogueira)

Mulher valente é minha mãe.
Olha, aquela velhinha é de amargar.
Levanta às cinco horas da manhã.
E só volta pra cama, quando o dia terminar.
Mulher valente é minha mãe.
Olha, aquela velhinha é de amargar.
Levanta às cinco horas da manhã.
E só volta pra cama, quando o dia terminar.
Dos seus sessenta e dois de existência.
Tem quarenta de sofrência.
Mas não é que se importa.
Ela lava, ela passa e cozinha.
E ainda vê três novelas na televisão.
Minha roupa anda muito certinha.
Com essa velhinha eu não fico na mão.
E me acorda xingando, malandro.
Levanta que é hora de ir trabalhar.
Mas se eu não durmo em casa.
Ela fica acordada e começa a chorar.
Mulher valente é minha mãe.
Olha, aquela velhinha é de amargar.
Levanta às cinco horas da manhã.
E só volta pra cama, quando o dia terminar.
Mulher valente é minha mãe.
Olha, aquela velhinha é de amargar.
Levanta às cinco horas da manhã.
E só volta pra cama, quando o dia terminar.
Dos seus sessenta e dois de existência.
Tem quarenta de sofrência.
Mas não é que se importa.
Ela lava, ela passa e cozinha.
E ainda vê três novelas na televisão.
Minha roupa anda muito certinha.
Com essa velhinha eu não fico na mão.
E me acorda xingando, malandro.
Levanta que é hora de ir trabalhar.
Mas se eu não durmo em casa.
Ela fica acordada e começa a chorar.
Mas se eu não durmo em casa.
Ela fica acordada e começa a chorar.
Mas se eu não durmo em casa.
Ela fica acordada e começa a chorar.
Mas se eu não durmo em casa.
Ela fica acordada e começa a chorar.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Lembranças !!!!!!

Eu me lembro de quando estava deixando a Presidência do Indaíá Clube de Quatro Marcos, que assumi em 1987 em uma situação pré-falimentar, conseguindo deixá-lo em ordem dois anos depois, tinha o desejo de realizar um Baile de Despedida, com o grupo Status, de Cáceres. Acabei desistindo da idéia, Afinal eu sofri muito durante esses dois anos... como foi difícil !!!!

A sorte foi a ajuda de alguns amigos, principalmente no final, como Guilherme Cardoso, José Pazete, Ambrósio Pazete, José Maria (da Hidréulica), Paulo Robson, Donizeti Queiroz, Aristides Junqueira, Dito da "Cofermaq"... juntamente com os funcionários... que "fecharam" comigo e enfrentaram  os problemas....

Sem eles, não teria conseguido....

Mas, estou postando isso aqui agora porque estava ouvindo Sá, Rodrix & Guarabira e me lembrei da música que eu iria pedir ao meu amigo Tico pra cantar durante o Baile...
Uma despedida mesmo....quase um desabafo pelo tempo em que eu e Maria Helena comandamos aquilo lá, com muito amor e carinho... mas quase abandonando nossa vida particular

Devo ainda dizer que deixava Ludmila e Tatiana, ainda pequenas (naquela época crianças de 4 e 8 anos não iam a bailes...hehehehehe) com Dona Dulce, uma pessoa muito querida que já se foi, mãe da Creusa...

A música fala sobre uma época em que a galera saía pelo mundo a buscar coisas novas... mochila nas costas, etc... e a vontade de voltar pra casa depois da aventura  "desde o começo de abril". As eleições para direção do Indaíá Clube eram em 31 de março... nem sei se ainda são... hehehehe

Afinal, pra nós dois, " já havia chegado a hora em que você levanta e acha que fez a primeira parte de tudo que queria", como diz a letra da música...

Letra da música tudo a ver...encaixando como uma luva... além de linda !!!!




Segunda Canção da Estrada
(Sá. Rodrix & Guarabyra)
Quero ir prá casa,
Não vejo minhas coisas,
Desde o começo de abril.
Um relógio velho me espera, parado,
Desde o começo de abril.
Tenho uma menina
Que eu encontrei na estrada,
Dizendo que volta comigo,
Prá descansar um pouco da vida
Que a gente escolheu.
Thururu hei, areia na varanda,
E contas de vidro na mão, Thururu hei,
comida na mesa,
Lençol, travesseiro e colchão, e colchão.
Já chegou prá mim
O dia em que você levanta,
E acha que fez,
A primeira parte de tudo o que queria,
E agora chegou sua vez,
De plantar raízes na terra de onde veio,
Tirando vida nova do chão,
E logo depois você volta prá estrada,
Prá ver o que ainda não viu.

Thururu hei, areia na varanda,
E contas de vidro na mão,
Thururu hei, comida na mesa,
Lençol, travesseiro e colchão..



sábado, 22 de dezembro de 2012

Estava ouvindo Chico Buarque há pouco.....

e me veio à mente uma pergunta: cadê o "homi"? Sumiu da mídia....que coisa !!!
Outro dia estava vendo o Canal VIVA e estava rolando o programa "Chico & Caetano"... não tive como não pensar : e isso já foi programação de horário nobre na TV aberta brasileira... o que aconteceu que o nível caiu tanto ???? Caetano também sumiu da mídia....

Pois é...  Chico, pra mim, nunca foi bom cantor .... o cara compõe ... fala tudo sobre o cotidiano....e na música, eu acho, o recado é importantíssimo. Claro que a melodia, o arranjo torna o recado ainda mais gostoso ... Infelizmente pra mim, o cotidiano das pessoas, hoje, deve ser outro... será que é isso ?

Já Caetano, brinca com a voz....

Saudade disso....

Vejam um pouco do programa - que não tinha somente Chico & Caetano, eles convidavam outros compositores/intérpretes -  nestes vídeos... vale a pena parar pra ver....















Curtam aí... depois me digam se tenho  razão ou não....

Por hoje chega... Boa noite !!!!



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mais uma música de sucesso para as crianças





LINDO BALÃO AZUL
(Guilherme Arantes)
Turma do Balão Mágico

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista
É lunático...

Eu vivo sempre
No mundo da Lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântico...

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde do meu primeiro passo
do infinito...

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato...

Pegar carona
Nessa cauda de cometa
Ver a Via Láctea
Estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde
Numa nebulosa
Voltar pra casa
Nosso lindo Balão Azul... (3x)

Nosso lindo Balão Azul
Oh!Oh!Oh!Oh!...(2x)

Nosso lindo Balão Azul
Uh!Uh!Uh!Uh!...


Amanhã é o Dia das Crianças....



Li aí pela internet que...


"...ser criança é assim... correr até acabar o fôlego, rolar pelo chão sem medo 

de se sujar, falar o que vier na cabeça e fazer de qualquer coisa uma 

brincadeira. 

Época da vida da qual temos saudades quando envelhecemos. E é exatamente 

nesta data dedicada a todos esses pequenos seres, que têm a inocência como 

principal característica, que devemos não só valorizar a vitalidade infantil, como 

também procurar resgatar a essência da criança...."




Achei também na internet isto aqui:



Quiido Papai do Xéu



Pu favoi,

põe bastante zuízo nas zentes gandes.

Ensina eles a respeitá os bicinhos,

as forzinhas, as matas, os rios, as paias,
o mar e todo o ar do céu,

pa zente num picisá inalação nem inzeção
qui cura dodói e faz oto dodói.

Ensina eles a num bigá, num fazê tanta

cara feia, num zogá tanta bomba,
num dessá tanta zente sem casinha,


sem papai, sem mamãe, sem papinha.

Ensina eles, Papai do Céu, a ficar bem

quetinhos no seu colinho,
qui cura tudo lá dento du coração,
aí eles vão ficá bem milor,
bem mais bunitinhos!

I a zente vai podê tê futuio nessa

Terra linda qui cê deu pa nóis!

Tem pacênça, Papai do xéu,

eles apende!

Muito bigado.

Amém,
um bezo de tudas as criança.


E como não me lembrar desta música infantil aqui.... Infantil ???!!!!




XIXI NAS ESTRELAS
(Guilherme Arantes)

Lá vem eles com suas bandeiras

Suas armas e outras asneiras
Esses homens pássaros do espaço
Será que eles vem só pra ver
Ou será que vem pra brigar
Se for pra brigar vão se ver comigo
Ponho todos de castigo

Se eles pensam que podem fazer aqui em cima
O que fazem na Terra
Estão redondamente enganados
Aqui é o jardim do céu


Quem foi que disse 
Que eles podem vir aqui
Nas estrelas fazer xixi, xixi. 


Lá vem eles com suas bandeiras
Suas armas e outras asneiras
Esses homens pássaros do espaço
Será que eles vem só pra ver
Ou será que vem pra brigar
Se for pra brigar vão se ver comigo
Ponho todos de castigo

Se eles pensam que podem fazer aqui em cima
O que fazem na Terra
Estão redondamente enganados
Aqui é o jardim do céu

Tomem muito cuidado
Que esse sol é uma rosa
Esse azul é um gramado
Que essa lua é uma flor
Na madrugada
Tomem muito cuidado
Que esse sol é uma rosa
Esse azul é um gramado
Que essa lua é uma flor
Na madrugada 

Quem foi que disse 
Que eles podem vir aqui
Nas estrelas fazer xixi, xixi. (2 x)




UM FELIZ DIA DAS CRIANÇAS PRA TODOS



sábado, 25 de agosto de 2012

Se fosse fácil...


Eu, como todos que visitam este blog e que moram no Brasil, estão acompanhando a campanha política dos candidatos a vereadores e prefeitos das cidades brasileiras.... 
Quanta promessa !!!! Qualquer que seja o partido, o sexo,  a qualificação, a experiência com as coisas públicas - ou privadas,tanto faz - o que vemos são promessas... 

Poderiam, pelo menos, prometer que iriam TENTAR resolver... Mas não, a maioria - se não 100% - prometem RESOLVER os problemas da Saúde Pública, do Ensino Público e da Segurança Pública.Principalmente estes segmentos. 

Criam "slogans"... musiquinhas (umas até legais mas outras até com erros de português... hehehehe... mas como sou chato !!!!) que enchem os ouvidos do povo diariamente...

Será que acham que acreditamos ??? Será que existe mesmo quem acredita ??? Será que o errado sou eu ??? Será que não haveria um jeito mais sincero de se fazer uma campanha ??? Será que tem que ser assim mesmo e eu é que não entendo nada de campanha política ???

Eu tenho a impressão que a última pergunta é a correta... tinha muita vontade de, um dia, conversar com um marketeiro político, de ponta, pra ver o que ele diria pra mim... hehehehehe.

Pior se ele der uma de William Bonner (lembram-se ???)... ou de Pelé ("o brasileiro não sabe votar") e me dizer se aproveita disso e aí "bate" em cima das promessas... hehehehehe

Tem aqueles que acham o contrário, como Hélio Fernandes - veja aqui.

Pior mesmo, e isso eu garanto, é a gente ser proibido de votar... Ter que engolir prefeitos e presidentes nomeados...

O melhor é seguir o que diz Zé Geraldo ( "Como diria Dylan") :


"...Nunca deixe se levar por falsos líderes... todos eles se intitulam porta vozes da razão...pouco importa o seu tráfico de influências... pois os compromissos assumidos quase sempre ganham subdimensão... meu amigo, meu compadre, meu irmão... escreva sua história pelas suas próprias mãos..."

Mas, para os candidatos, uma música do Zé Ramalho... Qualquer que seja nossa origem, as coisas não são tão fáceis de se fazer e por isso mesmo, de prometer...







Filhos do Câncer
Zé Ramalho (com Fagner)

Hoje quero sentir-me, quando deitar-me nas pedras
Como um lagarto que dorme, na incoerência das eras
Sentar-me-ei entre feras e sentirei no seu hálito
A solução das esperas e um sofrimento esquálido
Adormecendo as uvas, reconstruindo em favas
Aconteceram as chuvas, redespertaram em lavas
Compareceram em chamas, estrangularam as falas
Carbonizaram miúdos, perpetuaram-se em galas

Filhos de freud, filhos de marx
Filhos de brecht, filhos de bach
Filhos do câncer, filhos de getúlio
Filhos do carbono, filhos de lampião

Se fosse fácil todo mundo era
Se fosse muito todo mundo tinha
Se fosse raso ninguém se afogava
Se fosse perto todo mundo vinha
Se fosse graça todo mundo ria
Se fosse frio ninguém se queimava
Se fosse claro todo mundo via
Se fosse limpo ninguém se sujava
Se fosse farto todos satisfeitos
Se fosse largo tudo acomodava
Se fosse hoje todo mundo ontem
Se fosse tudo nada aqui restava
Se fosse homem junto com mulher
Se cada bicho fosse como vou
Se fosse tudo claro pensamento
Nesse momento nada se criou




sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pois é... Fest Show... Festivais de música...


Hoje estava ouvindo isso... Fiquei pensando sobre o que minha juventude viveu no final dos anos 60. Quanta diferença de hoje !!! Era melhor ou pior ????
Ontem músicas elaboradas... músicas de protesto... compositores que, pra mim, não estão sendo repostos, qualitativamente falando. 

Hoje o sucesso é "Tcha...tchu..tcha... tcherere... tche...tche... ai se eu te pego". Liberdade total... protestar contra o quê ? Está tudo "divino...maravilhoso" ou não ?
Festivais de música... 1968...ditadura militar no início... AI-5 comendo solto.
Aqueles festivais eram uma catarse para o público... podia-se vaiar... aplaudir... afinal era uma multidão...


Ano em que eu chegava a Niterói/Rio de Janeiro... "sem dinheiro no banco/sem parentes importantes/e vindo do interior.."
Mas também "...trazendo na cabeça uma canção do rádio em que um antigo compositor..." paraibano, Geraldo Vandré, já dizia:
"...caminhando e cantando e seguindo a canção... somos todos iguais, braços dados ou não..."

Hoje, depois de tanto tempo, esta frase é uma verdade ??? Um desejo que fosse verdade ??? Ou simplesmente, uma mentira, uma "viagem" ??? Pra mim é uma verdade, apesar do que tenho visto hoje em dia dizer que não... hehehehe
Mas eu cheguei por lá logo depois do III Festival Internacional da Canção que vi pela TV. É... naquela época já tinha televisão... preto e branco... hehehehe

Neste festival, que teve como vencedora a música "Sabiá" de Chico Buarque/Tom Jobim e originando uma vaia monstruosa do público (por isso a fala do Geraldo Vandré no início do vídeo) porque queriam, como vencedora, este hino...."Pra não dizer que não falei das flores"...  


PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES
Compositor: Geraldo Vandré

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Aí... depois de tudo isso... Vandré desmente tudo.... não era nada daquilo. Não era ? Vejam aqui . Impressionante !!!! Impossível desmentir uma letra dessa em uma época daquela !!!! É ou não é ???? Mas....



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mais uma... esta é importante !!!!



O Doutor dos Anéis
(Zé Mulato e Cassiano)

[falado]
- Ô pessoal,aqui vai o nosso abraço a todos os urologistas do Brasil
- Um é o Dr. Jonatas Camelo
- Dr. João Zúcolo nosso abraço
- É...o Dr. dos anéis
- Firma o dedo

O meu cumpadi teve um problema na próstata
E o doutor suspeitou de um tumor maligno (Deus me livre)
Passou pra ele um exame que é benéfíco,
Mas o cumpadi não achou lá muito digno (curuiz)
Ele jurou que levaria para o túmulo (ói, é mesmo)
A virgindade encerrada num sarcófago (é verdade)
O que o doutor passou pra ele, achou o cúmulo
Ficou cismado do doutor ser antropófago

[falado]
- ei...antro o que cumpadi?
- pófago cumpadi...antropófago é aquele que come o semelhante, nesse caso, que come gente
- hum...tô sabendo...ele que venha com astúcia, com "papagaiza" que vou moer ele no pau
- baixa a arma cumpadi...o homem quer ajudar o senhor...ele quer livrar o senhor de um mal pior
- êêê... sei não

Ei cumpadi deixa de ser atrasado
Vira o anel e larga de churumela
É só um exame e um dedo encapado, o sô
Se o senhor é firme não vai lhe deixar seqüela

[falado]
- oi cumpadi também só não pode o senhor sai de lá e achar o médico mais ajeitado que quando chegou, aí o mal não tem cura não
- é cê foi e foi bom, cumpadi, então eu vou também, uai

Cumpadi faz o seu PSA bem rápido (o que?)
Para medir o seu antígeno prostático (antíjo?)
Se acaso for cair na malha urológica (complicô, uai)
Verá que o doutor é inté simpático (êê...que dia?)
Desfaça logo desse jeito mórbido
Porque a sua vida está no ápice (só trem difícil, hem)
É bem melhor ser aparpado vivo vívido (credo)
Do que um machão tendo o seu nome numa lápide

[falado]
- que tal cumpadi ? "Aqui jaz cumpadi fulano de tar, muito macho..."
- e burro demais
- é, porque é mior uma dedada num buraco feito pela natureza, cumpadi, sem pobrema, do que o doutor ter que passar a mão naquele canivetinho. Como é que chama, cumpadi, aquele canivetinho do doutor?
- é o tar bisturico, cumpadi
- pois é, o tar do bisturico. Aí abre uma jinela no cumpadi, já não é só o dedo, tem que enfiar é a mão toda, "esgravutar" o trem na unha e com pouco num adianta mais. Antonce ó, adeus...

Ei cumpadi deixa de ser atrasado
Vira o anel e larga de churumela
É só um exame e um dedo encapado, o sô
Se o senhor é firme não vai lhe deixar seqüela

[falado]
- e eu confio no senhor, cumpadi


- eu sou firme mesmo, cumpadi
- o senhor para mim é aroeira
- é... eu fui lá e fiz o trem...mas foi bom cumpadi
- ficou batuta. Tem cumpadi quem nem vai lá e começa com uns tipo esquisito, um jeitinho assim atrapalhado
- é verdade
- a curpa não é do exame não senhor
- é...gente vai lá que o doutor não é assim tão cachorro daquele tanto não
- alô Dr. João firma o dedo
- é verdade